Pandemia Digital

25/09/2009

Os seis medos das empresas nas redes sociais

Filed under: Discussões — Reinam Ribeiro @ 8:36 pm

Olá pessoal, gostei muito dessa matéria, por isso a coloquei na integra aqui no Pandemia. Gostaria de saber quais dos seis medos citados abaixo vocês identificam com mais frequência. Vamos discutir o assunto! Abraço, Reinam.

Especialista explica às empresas como enfrentar as principais questões que ainda as impede de ter uma estratégia para este tipo de comunicação

As empresas ainda têm medo de se engajar nas redes sociais, apresentando justificativas como a de que elas fazem os funcionários perder tempo e que as pessoas que odeiam as marcas delas poderão causar danos. O estrategista de marketing e palestrante B. L. Ochman apresenta os seis medos das empresas com redes sociais e explica como elas podem vencê-lo.

Os empregados perderão tempo com redes sociais:

Muitas empresas grandes bloqueiam o acesso de seus empregados à internet. Outras tentam bloquear e-mails pessoais ou redes sociais como Facebook. Em maio de 2009, de acordo com a eMarketer, existiam 29 milhões de smartphones nos Estados Unidos. Trata-se de muito acesso de internet disponível para trabalhadores em qualquer lugar, e os empregadores não os podem impedir de acessar internet em intervalos, almoço, no banheiro. O valor para os trabalhadores de ter acesso à internet, em termos de pesquisa, comunicação e velocidade, é muito maior do que a ameaça de perda de produtividade. As empresas têm o direito de fazer políticas sobre uso pessoal da internet, mas bloqueá-la durante o trabalho é tolice.

Os “odiadores” irão causar dano à marca:

“E se as pessoas começarem a dizer coisas ruins sobre nossas marcas?”, é a primeira pergunta que respondo em workshops. Bem, talvez haja coisas que você precise mudar em sua marca e, neste caso, você deve agradecer a essas pessoas por deixá-lo saber quem elas são. A partir daí, você pode fazer as mudanças. Se você construir uma comunidade online, ela incluirá pessoas que não te odeiam, e a comunidade irá crescer em sua defesa e ela própria irá cuidar dos problemas para você.

Perderemos o controle da marca:

Ouça bem: cada pessoa com um computador e um pouco de habilidade tem as ferramentas para fazerem suas opiniões sobre sua marca serem ouvidas por outras pessoas. Elas já estão falando sobre você. O controle da mensagem é uma ilusão, desista. Seus funcionários estão falando sobre você no Facebook, em grupos fechados desenhados para deixá-lo fora, para que possam falar sobre você em paz. Seus clientes estão enviando e-mails, usando Twitter e Facebook e ligando para amigos para falar da experiência com sua marca. Você não tem controle. Você deve entrar na conversa, ao menos você poderá influenciar o que está sendo dito.

Redes sociais demandam dinheiro:

Embora muitas ferramentas de redes sociais sejam gratuitas, saber usá-las demanda experiência e boa perspectiva. O amigo do colégio do chefe não pode integrar rede social no marketing da empresa. É necessário experiência e perspectiva. E ter uma reputação online boa ajuda também. Como existem carpinteiros que podem construir uma estante e outros carpinteiros mestres que podem criar objetos de beleza genuína e duradoura, há milhares de gurus de redes sociais que jamais trabalharam para um cliente real. Contrate-os, mas por sua conta e risco. Geoff Livingston afirmou corretamente em um post recente: “Reportar o que você vê na internet não é igual a saber fazer. E nem transforma alguém em conselheiro”.

Estamos com medo de processos jurídicos:

Essa não. Próxima por favor!

Temos medo de estar revelando segredos corporativos que possam afetar o valor de nossas ações:

Se você não tem uma política de rede social, precisa criar uma. Se você não confia em seus empregados como pessoas para falar com os consumidores, ou para representar a marca, você precisa então rever suas práticas de contratação e de treinamento.

Do Advertising Age. Por M&M.

09/07/2009

A cultura do Free

Filed under: 1 — Leo Lagden @ 10:02 pm

O avanço da internet sobre todos os outros setores da sociedade continua dando bastante temas para discussão e debates. Uma das questões que sempre rondaram essas resenhas foi sobre a gratuidade e o valor das coisas que circulam na grande rede.

Afinal, uma música deve ter preço ou não? E a pirataria? Como combater?

Abordando esse assunto, Diego Dacal postou no blog Devaneios excelente artigo que vale a pena dar uma conferida.

Homem-máquina e o Show do Eu

Filed under: 1 — Leo Lagden @ 9:55 pm

Retirado do Blog do Argônio

Em tempos pós-modernos ou hipermodernos, como prefere Lipovetsky, o binômio homem-máquina está cada vez mais entrelaçado. O limite de onde começa um e termina outro, está ficando cada vez mais difícil de se estabelecer.
Lendo o livro o Show do Eu, da autora Paula Sibilia, encontrei o seguinte trecho:

“Também proliferam as metáforas procedentes do universo informático quando se trata de arquivar ou deletar algum dado particular do nosso acervo mental, escanear a própria memória procurando algo esquecido, gravar uma informação com segurança redobrada no cérebro, desfazer um pensamento indesejável ou clicar no ponto certo para abrir um link hipertextual. Pode ocorrer, também – e, de fato, isso acontece cada vez mais assiduamente -, que a nossa memória “dê uma pane”. Nesses casos, é bem provável que tenhamos esquecido também de fazer backup, uma cópia de segurança das informações mais valiosas. Em certas ocasiões convém desligar o equipamento, desconectar todos os fios, respirar fundo e tentar reiniciar a aparelhagem mental pressionando algum prodigioso botão. Talvez caiba cogitar na possibilidade de trocar o disco rígido ou, por que não, dar uma turbinada nas capacidades de memória fazendo um upgrade geral.”

30/06/2009

Duas faces da mesma moeda

Filed under: 1 — Leo Lagden @ 9:43 pm
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A web veio para revolucionar o modo como interagimos, nos comunicamos, trabalhamos e em diversos campos da vida em sociedade. Isso é inegável e irrevogável.
Contudo, uma das maiores discussões que teóricos, estudiosos e curiosos travam são os benifícios e os malefícios que o uso da internet pode acarretar.
No último final de semana, o nosso grupo participou de um debate, onde pudemos listar os pontos positivos e negativos que encontramos nessa nova Civilização Online.
Abaixo, relaciono o que discutimos e aguardo novas colaborações, para podermos nos aprofundar nessa questão de suma importância.

Pontos Positivos:
* Rapidez na propagação das notícias (Vide caso da morte do cantor Michael Jackson e da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo, noticiado no twitter e no seu blog pessoal)
* Transparência política e de manifestações de cunho social e política (Caso Irã e site Transparência Brasil)
* Supressão da relação espaço/tempo
* Inteligência Coletiva (Web 2.0 e seu caráter colaborativo)
* Interatividade
* Montagem/Seleção da Informação (Hipertexto)
* Economia de tempo para compras e filas
* Comunicação facilitada

Pontos negativos:
* Dependência extrema das infovias (Qualquer falha em servidores, causa um bloqueio geral nas atividades diárias)
* Efemeridade dos meios
*Quantidade exagerada de informações
* Invasão de privacidade
* Vício na conexão
* Necessidade de divulgar e publicar
* Credibilidade
* Profusão de senhas

24/06/2009

Crianças online

Filed under: Discussões — Reinam Ribeiro @ 3:05 am
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criancas_online

Olá pessoal! Vejam essa parte da matéria da M&M online de Maio e Junho 2009 por Maurício Mota. Vale conferir toda a edição. Fica a dica.

A Internet não é mais coisa (só) de gente grande

O Brasil registra o maior índice do mundo de navegação na web em meio ao público infantil. Nossas crianças são também as que mais usam celular no planeta (mais que as japonesas)

Criança é multiplataforma.  Elas hoje já nascem assim. São nativas digitais. Um horror para muitos, um fascínio para outros, a evolução de Darwin é um processo sem volta. Seu filho vai saber – ou já sabe – mais que você sobre o mundo digital.

As crianças brasileiras são as que mais acessam a internet no mundo, segundo o estudo Playground Digital, realizado pela Nickelodeon .  São as que ocupam também o primeiro lugar no ranking dos países que mais acessam a web 2.0, a internet de relacionamento e colaboração. E ficam em segundo lugar no ranking das que mais divulgam conteúdo próprio.

Crianças brasileiras com 12 anos de idade conseguem realizar até oito interações entre diferentes tecnologias, revela outro estudo, o Kids Experts 2008, este da Cartoon Network.

A grande questão – Consumo digital e desafio ético

De acordo com pesquisa da FEA – Faculdade de Economia e Administração da USP, o mercado de produtos e serviços destinados ao público infantil tem atingido crescimento aproximado de 14% ao ano (o dobro do mercado adulto), com movimentação estimada em R$ 60 bilhões  em roupas, brinquedos, alimentação e serviços. É um potencial de consumo de gente grande.

Há, no entanto, no Congresso Nacional, uma lei em tramitação que vetaria qualquer tipo de comunicação comercial dirigida às crianças. O mercado potencial continuaria, em tese existindo, mas as mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil podem ter seus dias contados.

Mil Casmurros ganha prêmio em Cannes

Filed under: Bombou na web,Ferramentas web 2.0 — Rodrigo Bahiense @ 2:58 am
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Rede Globo conquistou hoje o primeiro prêmio em Cannes para o Brasil na categoria Novas Mídias com uma idéia bem interessante. Na ferramenta Mil Casmurros, pessoas famosas ou não lêem partes do clássico Dom Casmurro de Machado de Assis. A ação faz pare de uma campanha criada para a emissora pela LiveAD para a divulgação de Capitu, microssérie de Luiz Fernando Carvalho exibida em dezembro do último ano.

Google abrindo os olhos

Filed under: Discussões,Ferramentas web 2.0 — Rodrigo Bahiense @ 2:00 am
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googleEssa semana, no CPRV 2009 ( Computer Vision and Pattern Recognition conference ), o Google apresentou suas pesquisas com algoritmos de reconhecimento de Landmarks ( marcos turísticos ) em imagens. Parece pouco ou mesmo sem sentido uma pesquisa como essa sendo feita por uma empresa como o Google, no momento em que começa a ser ameaçada, mesmo que de forma tímida, pela Microsoft e o seu novo mecanismo de buscas Bing.

Apesar de parecer pouco, a pesquisa dá um passo em direção a um algoritmo que facilita as buscas não somente em palavras, mas também no interior de imagens. Esses padrões de reconhecimentos em imagens são o tema da conferência que vai até hoje, e que ainda apresenta outras importantes pesquisas sobre o assunto. Confira aqui a programação do evento.
Você já pode imaginar as possibilidades que se abrem com o avanço das buscas em pixels, com o reconhecimento de objetos em imagens, sua associação e indexação. Na medicina, o resultado seria o diagnóstico perfeito de doenças, no meio militar o reconhecimento de áreas a serem atacadas, detectando inimigos sem ajuda dos seres-humanos, e nas industriais o controle de qualidade seria muito mais eficiente.
Pelas suas importantes aplicações, a “Computer Vision”, disciplina científico-tecnológica que estuda a visão nas máquinas, tem agora a participação da mais importante empresa da internet atualmente. Estaria então o “robozinho” do Google começando a abrir realmente seus olhos para o mundo?
Baixe a pesquisa do Google sobre o assunto.

18/06/2009

YouTube: Utilidade ou Bobagem Coletiva?

Filed under: 1 — Leo Lagden @ 9:42 pm
Utilidade ou Bobagem Coletiva?

Utilidade ou Bobagem Coletiva?

O site de vídeos YouTube entrou definitivamente na vida de todos nós. Mas será que somente para futilidades, podemos utilizar o site.

Em parceria com Wilson Oliveira, produzimos um artigo que nos coloca esse questionamento: O Youtube será Bobagem Coletiva ou uma Utilidade?

Abaixo o resumo da pesquisa:

“Com esse artigo pretendemos encontrar no universo da ferramenta virtual Youtube vídeos que saiam da lógica com que a grande imprensa vem tratando o fenômeno. Não há, no entanto como não abordar a visão dos mass media frente às possibilidades das imagens na rede mundial de computadores. Em suma trata-se de refletir a leitura da grande imprensa sobre a ferramenta que movimenta a internet com o lema de que todos podem transmitir a si mesmos e as possibilidades de nos deparamos com propostas novas ou vídeos raros. Para além das paródias, dos escândalos e do amadorismo, o Youtube é uma fonte inesgotável de possibilidades em diversos campos da cultura. Mapeá-lo, explicá-lo e repercuti-lo é tarefa dos estudiosos dos meios. Ao debruçar-nos sobre o site pretendemos descobrir uma forma de habitar um media como preconizou McLuhan. Forma ainda experimental e por isso ávida por diferenças, rupturas e multiplicidades.”

Quem quiser dar uma olhada no artigo completo, o mesmo está disponível no site Projetos Experimentais.com.

17/06/2009

Quantidade é qualidade?

Filed under: Discussões — Rodrigo Bahiense @ 12:25 am

Uma das maiores críticas feitas sobre a sociedade em rede que estamos vendo surgir bem diante de nós é o excesso de informação a que somos submetidos diariamente. Meios de comunicação tradicionais e digitais ganham cada vez mais velocidade, fazendo com que não tenhamos tempo para absorver tudo que nos é passado.
Segundo o teórico Edgar Morin, “…na atualidade, temos excesso de informação e insuficiência de organização, logo, carência de conhecimento”. Esta visão também é compartilhada pelo autor Juan Luís Cebrián, quando este propõe o questionamento se a abundância de informação há de melhorar nosso nível de vida. Para Cebrián, este excesso pode significar uma maior confusão no entendimento do estado de coisas.
A questão do excesso de informações e fontes, chocam diretamente com o fator tempo. Com a vida cada vez mais acelerada, uma das características da pós-modernidade, a falta de tempo para obtenção e reflexão acerca das informações é gritante. Neste ponto, Cebrián afirma que “A velocidade é contrária à reflexão, impede a dúvida e dificulta a aprendizagem. Hoje nos vemos obrigados a pensar mais depressa e não a pensar melhor”.
Deste modo, uma reflexão se faz necessária: Como fazer para aproveitar da melhor maneira possível a imensa quantidade de informação que nos é ofertada diariamente?

Fontes bibliográficas:

  • Edgar Morin: A comunicação pelo meio (teoria complexa da comunicação)
  • Juan Luís Cebrián: A Rede: Como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicação

16/06/2009

Entre e fique a vontade

Filed under: Discussões — Leo Lagden @ 6:05 pm

Web 2.0, Interatividade, Internet e outros termos utilizados no dia a dia demonstram que a onda digital veio com força e não tem mais como recuar. Procurando entender todas as nuances e variações das “infovias da informação”, um grupo de profissionais da área e Pós graduandos em Mídias Digitais resolveu se reunir na grande rede e discutir diversos assuntos relacionados aos meios digitais. Desta maneira surgiu o Pandemia Digital.

Segundo definição encontrada no site Wikipedia, Pandemia “é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta”. Com a escolha do nome, queríamos passar uma idéia da dimensão que tomou a revolução digital que presenciamos todos os dias.

Portanto, sendo você um Migrante Digital ou Nativo Digital, esteja a vontade e participe, discuta, debata e comente. Pois o espírito da Web 2.0 é justamente esse e é o que faz com que nosso planeta assuma de vez a forma de uma “Aldeia Global”.

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